segunda-feira, 15 de maio de 2017

Sem vitória

O Avaí começou com o Vitória, mas não com vitória, a Série A do Campeonato Brasileiro, num 0 a 0 que foi ruim para as pretensões do clube no campeonato, em casa e diante de um adversário direto na luta contra o rebaixamento. Velhos problemas ofensivos e um pênalti escandaloso não marcado a nosso favor no segundo tempo ajudam a explicar o resultado.

Na estreia em sua nona participação na Série A, o Avaí deixou em estado de nervos aqueles tradicionais torcedores do setor A que vivem bradando "tira esse time de trás!" ou os mais jovens do setor D que berram "desenterra esse time!". O comportamento do Leão em casa contra um time que também deve brigar para não cair e que tinha seis desfalques deve indicar qual vai ser a tônica da equipe na competição, caso Claudinei Oliveira permaneça até o fim: fechadinho, compacto, esperando a oportunidade para o contra-ataque.

O que se viu foi o Vitória tendo bem mais posse de bola, o que sempre passa a impressão de estar jogando melhor. Mas, no frigir dos ovos, os dois times se equivaleram em chances de gol criadas na primeira etapa - umas duas pra cada lado -, que, aliás, foi bem fraca.  No início do segundo tempo, houve uma blitz do Vitória no início, quando o time baiano chegou perto de marcar ao chutar a bola na trave pela segunda vez na partida (houve uma no primeiro tempo também).

O Avaí conseguiu equilibrar a partida do meio para o final do segundo tempo e também teve oportunidades, mas sempre faltou um pé pra empurrar a bola para dentro ou uns centímetros a mais para Rômulo marcar de cabeça. A história, claro, poderia ter sido diferente se o árbitro Felipe da Silva, meu quase homônimo, tivesse marcado pênalti num lance em que o zagueiro Renê quase atorou a perna de Júnior Dutra dentro da área.

O empate acabou sendo coerente com o que as duas equipes fizeram em campo, mas injusto pelo fato de o Avaí ter sido prejudicado pela arbitragem.

Defesa bem

Não foi uma partida perfeita - houve momentos de bateção de cabeça -, mas o sistema defensivo do Avaí, no geral, foi bem mais uma vez, principalmente a dupla de zaga Alemão e Betão. Carregando a pecha de "jogador de time pequeno", Alemão saiu-se bem no seu primeiro jogo de Série A com o Leão. Nos últimos seis jogos, o time titular (ou seja, sem contar a partida contra o Inter de Lages) do Avaí sofreu apenas três gols. A defesa é o setor que menos preocupa.

O deserto ofensivo

Por outro lado, o time titular do Avaí marcou apenas dois gols nos últimos seis jogos. Um desempenho que pra ser pífio ainda precisa melhorar bastante. Credito isso aos fatos de termos um meio-campo que contribui muito pouco para as ações ofensivas e de nosso esquema de jogo ter caído na previsibilidade.

O Avaí vem jogando no 4-2-3-1 durante o ano todo. Desde o início da temporada, ficou claro que nossas ações ofensivas dependiam muito das jogadas de lado de campo, com os meias-atacantes abertos e os laterais. O que os adversários começaram a fazer é "povoar as laterais", colocando meias e atacantes abertos para atrapalhar os avanços de nossos laterais.

Com laterais presos, restar-nos-ia a saída pelo meio, mas aí é que as coisas se complicam. Nossos dois volantes, Luan e Judson, são um desastre quando ultrapassam a linha do meio do campo. Luan mesmo fica mais perdido que cego em tiroteio quando se aventura no ataque, enquanto Judson até tem alguma velocidade e arrisca chutes, mas cada vez que ele tenta uma finalização de longe, morre um filhotinho de Leo Gago. É cada chute mais torto que o Scarpelli...

Precisamos falar sobre o M10

E, por fim, temos Marquinhos. O meia, camisa 10, cérebro, coração e alma do time. O ídolo, o homem que não pode sair (e quando sai ainda acha ruim) porque, em algum momento, vai acertar uma cobrança de falta ou colocar um atacante na cara do gol. O problema é que, enquanto esperamos que antigos espíritos do bem ou do mal transformem aquela forma decadente no Marquinhos de 2009, os jogos vão passando, passando, passando e... nada.

Eu gostaria de ver esses jogos que alguns veem nos quais Marquinhos "distribui jogo", "arma jogadas" ou, ainda, aquelas partidas em que o Avaí jogou mal porque "Marquinhos estava bem marcado e não conseguiu armar jogadas". Por favor, peguem os números do M10 neste ano (dois gols e um passe para gol em 18 partidas). Vejam os lances de gol do Avaí no ano - ele nunca participa das jogadas. Olhem os melhores momentos do jogo contra o Vitória. Nas poucas chances que o Avaí criou, onde ele estava? Chutando a gol? Dando passe para gol? Não. Não estava em nenhuma. Só apareceu para bizarramente jogar de zagueiro e desviar um chute do Denílson que iria pro gol.

Marquinhos não está porque não consegue - acredito que por algum problema físico, pois um jogador de 35 anos ainda tem, em tese, lenha pra queimar - jogar contra volantes que correm feito cachorros loucos. Consegue tocar na bola quando vem buscá-la na linha do meio do campo, ficando praticamente em linha com um dos volantes. Aí, ou toca ela pro lado ou tenta lançamentos infrutíferos. Pra quê?

E Marquinhos não é cobrado. Cobra-se do Júnior Dutra, que tem sete gols e quatro assistências no ano. Do Denílson, que tem oito gols e uma assistência. Do Rômulo, que tem seis gols e três assistências. E do M10, nada. Ele, o melhor kicker do futebol catarinense, tem um gol e uma assistência em bola parada no ano. O limitado Diego Jardel, que deve ter cobrado menos de um décimo das faltas e escanteios que o Galego cobrou no ano, já tem três assistências de bola parada.

Até quando vamos ficar nesse reino da fantasia imaginando o Marquinhos de 2009 enquanto vemos o de 2017? Acredito que até o momento em que começarmos a levar porrada atrás de porrada de times que vão vir voando contra nós. Como torcedor quer é resultado, pode ser que surjam cobranças. Mas quem sabe também, os canhões serão apontados novamente para o Rômulo, "que não serve", para o Denílson, que é "displicente", para o Evando, "que escala o time", e por aí vai...

Ressacada não faz diferença

Com o empate contra o Vitória, o aproveitamento do Avaí no ano na Ressacada cai para menos de metade dos pontos: 48,7%, ou 19 pontos somados em 39 possíveis. Fora de casa o aproveitamento sobre para 61,5%, ou 24 pontos de 39 possíveis. Já são três jogos seguidos (Almirante Barroso, Chapecoense e Vitória) sem fazer gol em casa.

Acredito que esse fenômeno ocorra pelo fato de o Avaí ter como característica esperar o adversário para sair no contra-ataque. Acontece que para isso dar certo tem que combinar com os russos, como diria Garrincha. Muitas vezes o adversário também joga fechado fora de casa e dá a bola para o Avaí tentar criar. Aí é que começa o desespero. Sem qualidade, o nosso time embanana-se e não sabe o que fazer para agredir um adversário. Nosso negócio é contragolpear.


domingo, 14 de maio de 2017

Números do Avaí na Série A

8 participações (1974, 1976-77, 1979, 2009-11, 2015)
205 jogos
55 vitórias
53 empates
97 derrotas
234 gols marcados
318 gols sofridos

Mais gols marcados: William (2009, 2011, 2015), 26 gols
Mais jogos: Emerson (2009-10, 2013), 93 jogos

Maior vitória: Avaí 6x1 Grêmio Prudente (2010), Avaí 5x0 Ceará (2010)
Maior derrota: Palmeiras 5x0 Avaí (2011), Cruzeiro 5x0 Avaí (2011)

segunda-feira, 8 de maio de 2017

O Avaí nas finais do Catarinense

O Avaí encerrou ontem sua 19a. participação em uma final de Campeonato Catarinense. O Leão da Ilha soma 12 títulos e, agora, sete vice-campeonatos nessas disputas. Foram 33 jogos, com 19 vitórias, dois empates e 12 derrotas. Foram 81 gols marcados e 53 sofridos.

Outras quatro conquistas e três vice-campeonatos do Avaí ocorreram sem a disputa de jogos finais eliminatórios. O primeiro título, em 1924, veio numa disputa por pontos corridos. A final de 1942 não ocorreu por desistência do América de Joinville, e o título foi pro Avaí por WO. As conquistas de 1973 e 1988 ocorreram em um quadrangular e um hexagonal final, respectivamente.

O vice-campeonato de 1925 ocorreu numa disputa por pontos corridos. O de 1972, num quadrangular final. E o de 1985, num hexagonal final.

O Avaí nas finais do Campeonato Catarinense

1926
Avaí 3x2 Internato
Partida-desempate porque os dois times empataram em pontos durante a competição.

1927
Avaí 3x2 Brasil de Blumenau 
Primeira final envolvendo um time de Florianópolis contra um do interior no Campeonato Catarinense. O Brasil é o mesmo clube que depois mudou de nome para Palmeiras e, mais tarde, para Blumenau Esporte Clube (BEC).

1928
Avaí 4x1 Brasil de Blumenau

1930
Avaí 6x2 Marcílio Dias

1940
Avaí 0x1 Ypiranga
Última final que o Avaí disputou em jogo único no Adolfo Konder - assim como as de 1927, 1928 e 1930 - e a primeira que perdeu.

1943
América 3x1 Avaí
Avaí 7(7)x3(0) América
Obs.: O placar global de 14x3 no segundo jogo (7x3 no tempo normal e 7x0 na prorrogação) é a maior goleada da história das finais de Campeonato Catarinense.

1944
Marcílio Dias 1x2 Avaí
Avaí 5x3 Marcílio Dias

1945
Caxias 2x0 Avaí
Avaí 7(2)x2(0) Caxias

1949
Olímpico 6x1 Avaí
Avaí 1x4 Olímpico
Derrota por 6x1 no primeiro jogo e por 10x2 no agregado é a pior do Avaí nas finais de Campeonato Catarinense.

1951
América 1x1 Avaí
Avaí 0x4 América
A derrota por 4x0 foi a maior do Avaí em um jogo de final em Florianópolis.

1975
Avaí 2x3 Figueirense
Figueirense 0x3 Avaí
Figueirense 0x1 Avaí
Os três jogos foram disputados no Orlando Scarpelli.

1977
Chapecoense 1x0 Avaí
Final em jogo único em Chapecó.

1992
Avaí 1x0 Brusque
Brusque 2(1)x1(0) Avaí

1997
Tubarão 0x0 Avaí
Avaí 2x0 Tubarão
Única final até hoje em que o Avaí não sofreu gol.

1999
Avaí 2x0 Figueirense
Figueirense 2(0)x1(0) Avaí
Não havia saldo de gols na final na época. Por ter melhor campanha, o Figueirense jogou pelo empate na prorrogação, mesmo tendo perdido no agregado (3x2 para o Avaí).

2009
Chapecoense 3x1 Avaí
Avaí 3(3)x1(0) Chapecoense

2010
Joinville 1x3 Avaí
Avaí 2x0 Joinville

2012
Avaí 3x0 Figueirense
Figueirense 1x2 Avaí

2017
Avaí 0x1 Chapecoense
Chapecoense 0x1 Avaí
A Chapecoense teve a "vantagem do empate", ou seja, com o empate em pontos e saldo de gols na disputa, sagrou-se campeã. A derrota por 1x0 foi a primeira do Avaí em uma partida de final na Ressacada.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Complicou


Se o Avaí contava com um bom resultado na Ressacada para tentar decidir em Chapecó, as coisas não poderiam ter dado mais errado. A derrota obriga o Leão a tentar um feito inédito em sua história: ser campeão fora de casa depois de perder a primeira partida da decisão em casa.

Com a volta de Denílson, artilheiro do clube na temporada (8 gols), Claudinei Oliveira optou pela saída do time de Diego Jardel (1 gol, 3 assistências). No mais, manteve a mesma formação tática (4-2-3-1) usada na maior parte do ano, mesmo que o time tivesse caído bastante de produção no returno do estadual e principalmente nos últimos quatro jogos (dois empates, duas derrotas e apenas um gol marcado).

Jamais saberemos se daria certo, pois, aos 19 minutos, Capa tornou-se o primeiro jogador do Avaí expulso em 2017 e o primeiro depois de 28 jogos (desde a partida contra o Vasco, na 33a. rodada da Série B de 2016). Oito minutos depois, Claudinei Oliveira tentou recompor a defesa colocando o zagueiro Maurício (até então, cinco jogos e 220 minutos em campo no ano), de 1,88m, quebrando galho na lateral-esquerda, no lugar de Marquinhos (que saiu aos 27 minutos, o menor tempo dele em campo no ano).

Torcedores e próprio Marquinhos, em entrevista pós-jogo, questionaram essa alteração. O meia definiu-se como "a referência do time" e sugeriu que seria absurdo tirá-lo do time por isso. Um pouco de exagero. Com 10 contra 11, o treinador avaiano tentou formar um 4-4-1 - com Leandro Silva, Alemão, Betão e Maurício na defesa, Luan e Judson como como volantes, Rômulo e Denílson abertos e Júnior Dutra mais à frente -, no qual Marquinhos teria pouca utilidade por ser lento e de pouca marcação.

O Galego até poderia ser esse "1" lá na frente, mas sem a mesma mobilidade de Dutra, poderia, no máximo, tentar segurar a bola para a chegada dos meias - é de se imaginar, no entanto, que pouco criaria contra os zagueiros e volantes da Chapecoense. Também é preciso relativizar essa "referência", que hoje é mais pelo peso da história e liderança que técnica. Marquinhos participou de apenas três gols em 16 partidas de 2017 (2 gols, 1 assistência), bem aquém do trio ofensivo Dutra (7 gols, 4 assistências), Denílson (8 gols, 1 assistência) e Rômulo (6 gols, 2 assistências). Também sua tão falada bola parada já não se mostra tão eficiente: apenas um gol (de falta, contra o Metropolitano) e uma assistência (de escanteio, contra o Figueirense) no ano.

Claudinei tomou a decisão mais racional ao tirar Marquinhos, o que não impediu o Avaí de sofrer o gol ainda no primeiro tempo, antes da expulsão de Andrei Girotto, da Chapecoense. Agora no 10 contra 10, esperava-se que o treinador tentasse recompor o setor de criação, mas, em vez de um meia, optou pelas entradas de João Paulo no lugar de Maurício e de Lourenço no lugar de Luan. Acabou o jogo com quatro atacantes e nenhum meia, mesmo tendo Diego Jardel e Vinícius Pacheco no banco. Júnior Dutra acabou sendo sacrificado e teve que fazer o papel de armação no meio, mesmo não sendo o seu forte - acredito que Rômulo seria o jogador mais indicado para fazer isso.

O Avaí até criou algumas chances, mas não conseguiu marcar e amargou sua primeira derrota em um jogo de final de campeonato na Ressacada em sua história (nove partidas). A vitória confirma o bom momento da Chapecoense e o mau do Leão. Desde a nona rodada do turno, o time do Oeste somou 28 pontos, contra 14 nossos.

Para conquistar o título, o Avaí precisa vencer por pelo menos dois gols de diferença em Chapecó. Um desafio e tanto para um time que fez apenas um gol nos últimos cinco jogos. Para chegar lá, possivelmente Claudinei terá que mudar o esquema tático do time, algo não feito até agora, a não ser em poucos minutos durante o segundo turno. Dois meias? Três zagueiros? Enfim, alguma mudança é necessária.

Seca

O Avaí parou de fazer gols e isso se reflete na "seca" enfrentada por seus meias e atacantes, que vão precisar desencantar em Chapecó para ficarmos com o título. Veja há quantos minutos em campo cada um deles não consegue fazer gol neste ano.

Diego Jardel - 582 minutos
Lourenço - 471 minutos*
Marquinhos - 423 minutos
Júnior Dutra - 387 minutos
Denílson - 230 minutos
Vinícius Pacheco - 212 minutos
Yuri - 166 minutos*
Santarém - 142 minutos*
Devid - 139 minutos*
Marcelinho - 132 minutos*
Rômulo - 114 minutos
Toshi - 77 minutos*

*ainda não marcaram gol no ano

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Os líderes

Encerrada a primeira fase do estadual e a participação do Avaí na Copa do Brasil e na Copa da Primeira Liga, trazemos, a seguir, os líderes do Avaí em vários quesitos. Até o momento, o Leão disputou 23 jogos na temporada.

Jogos disputado

1º Alemão - 20
     Betão - 20
     Júnior Dutra - 20
     Kozlinski - 20

Minutos em campo

1º Alemão - 1.914
     Betão - 1.914
     Kozlinski - 1.914

Minutos em campo por jogo (média)

1º Douglas - 97min
     Salazar - 97min
3º Alemão - 95min42s
     Betão - 95min42s
     Kozlinski - 95min42s

Gols marcados

1º Denílson - 8
2º Júnior Dutra - 7
3º Rômulo - 6

Minutos necessários para fazer gol (média)
 
1º Vinícius Pacheco - 152min30s
2º Denílson - 173min38s
3º Júnior Dutra - 225min34s

Assistências

1º Júnior Dutra - 4
     Leandro Silva - 4
3º Diego Jardel - 3

Minutos necessários para fazer assistência (média)

1º Leandro Silva - 286min
2º Diego Jardel - 373min
3º Júnior Dutra - 394min45s

Participação em gols (gols + passes)

1º Júnior Dutra - 11
2º Denílson - 9
3º Rômulo - 8

Minutos necessários para participar de gol (média)

1º Júnior Dutra - 143min32s
2º Vinícius Pacheco - 152min30s
3º Denílson - 154min20s

Cartões amarelos

1º Alemão - 6
    Caio César - 6
    Capa - 6

Minutos necessários para receber cartão amarelo (média)

1º Caio César - 141min30s
2º Santarém - 142min
3º Yuri - 166min

Mais minutos em campo e nenhum cartão recebido

1º Rômulo - 1.414
2º João Paulo - 516
3º Vinícius Pacheco - 305

Gols sofridos (goleiros)

1º Kozlinski - 17
2º Douglas - 2
     Matheus Gutz - 2

Minutos necessários para sofrer gol (média)

1º Matheus Gutz - 48min
2º Douglas - 97min
3º Kozlinski - 112min35s

sábado, 15 de abril de 2017

Análise da produção dos "cinco titulares" do sistema ofensivo

Denílson, Diego Jardel, Júnior Dutra, Marquinhos e Rômulo são cinco jogadores para quatro vagas no sistema ofensivo avaiano. Com a lesão de Denílson, Claudinei Oliveira não vai ter o "problema" agora de ter que escolher um para sair. Mas, se o artilheiro do Avaí na temporada voltar, quem sai? Diego Jardel é a resposta mais comum entre os torcedores. Será que ele merece esse status de o mais dispensável dos cinco? Recorremos aos números dos 20 jogos do Leão no ano para tentar achar respostas.

Análise individual

O que se espera de um jogador do sistema ofensivo é que faça gols e/ou dê passe para eles.  Vamos ver, então, como está a produção ofensiva de cada um em 2017.


Com Marquinhos poupado em vários jogos e os outros três tendo sofrido lesões, o inquebrável Júnior Dutra destaca-se como jogador dentre os cinco que mais partidas disputou no ano. As lesões, aliás, fazem com que os cinco atletas analisados tenham média de tempo em campo de jogador titular, mesmo Claudinei não tendo iniciado nenhuma partida com um quinteto ofensivo.  No entanto, como foi reserva no início da temporada, Dutra acaba perdendo, por cinco minutos, para Denílson no somatório de minutos e tem a menor média de tempo em campo por jogo dentre os cinco. A maior média é de Rômulo.

No quesito artilharia, Denílson lidera, seguido de perto por Júnior Dutra. Marquinhos e Diego Jardel são os que têm menos gols, o que é até natural, já que, do quinteto, são os dois meias, enquanto os outros três são o que se pode chamar de "atacantes de ofício".

Nas assistências, Dutra é quem lidera, seguido por Jardel. Marquinhos é o único que ainda não deu passe para gol em 2017. Sua última assistência ocorreu há mais de seis meses, em 30 de setembro, na vitória por 2 a 0 contra o Paysandu pela Série B. Um fato curioso para o jogador que é considerado o cérebro do time.

O combo gols + assistências faz de Júnior Dutra o jogador com mais participações em gols no ano, seguido por Denílson, esse bem mais artilheiro que garçom. Não é surpresa, portanto, que Denílson seja o jogador que menos tempo precisa para fazer gol, enquanto Dutra é o que menos tempo leva para participar de um gol. No outro extremo, estão Diego Jardel e Marquinhos, os piores nos dois quesitos.

O que esses números indicam é que Denílson e Júnior Dutra são nossos jogadores de ataque mais efetivos. Dos cinco avaliados, Rômulo é o terceiro em gols, assistências, participação em gols, minutos necessários para fazer gol e minutos necessários para participar de gol. Ou seja, é a "terceira força" do nosso ataque, enquanto Marquinhos e Diego Jardel, pelo menos nos números, estão próximos entre si e distantes do trio. Fica como destaque que o contestado Jardel participou do dobro de gols de Marquinhos, mesmo tendo 109 minutos a menos de tempo em campo.

Análise coletiva

Mas como essas cinco peças se encaixam? Vamos ver, nos números, qual dos quartetos formados com esses cinco jogadores foi o mais efetivo até agora.


O quadro acima traz os números absolutos de minutos em que o quarteto atuou junto e gols que o Avaí marcou nesses minutos. Das cinco combinações possíveis, a que atuou mais tempo e com a qual o Leão fez mais gols foi aquela que não tinha Júnior Dutra, a mais usada no início da temporada, tanto que foi utilizada pela última vez na partida contra o Luverdense, em 1 de março.

Com duas das combinações - uma sem Denílson e a outra sem Rômulo -, o Avaí não conseguiu fazer gols. Preocupa o fato de o quarteto sem Denílson ser o que atuou mais tempo (143min) sem que o Leão tenha marcado um gol, já que o artilheiro da temporada é o lesionado do momento.


No gráfico acima, está o tempo que o Avaí leva para marcar um gol com cada quarteto. Não há grande diferença entre eles. Apenas 4min15s de média (ou 4,25 minutos) separam o primeiro do terceiro. O menor tempo necessário (56min), curiosamente, foi registrado com o quarteto sem Júnior Dutra, o jogador que mais participa de gols. Isso porque ele foi mais usado no início da temporada, quando o Avaí, aproveitando o entrosamento do ano anterior, atropelava os adversários. Esse quarteto não é usado há 45 dias e não fez gol nos últimos 104 minutos em que atuou.

Na sequência, vem o quarteto sem Marquinhos, com o qual o Avaí faz um gol a cada 57min45s (ou 57,75 minutos). A pouca diferença para o primeiro quarteto mostra que a vida sem o Galego pode não ser tão difícil como pintam. Essa formação foi a única das cinco em que Diego Jardel atuou como meia-armador, e não como meia-atacante de lado, e na qual conseguiu suas três assistências, todas em lances de bola parada (quando está em campo, Marquinhos é o homem da bola parada). E dá pra ver um copo meio cheio ou meio vazio aqui. Por um lado, esse quarteto foi usado apenas em jogos fora de casa e, em tese, mais difíceis. Ao mesmo tempo, os adversários - Atlético Tubarão, Almirante Barroso e Brusque - são todos times de Série D ou sem divisão e, em tese, mais fáceis.

Com o terceiro quarteto, o Avaí faz um gol a cada 60min15s (ou 60,25 minutos). Essa é a combinação sem Diego Jardel.

E então?

O que os números indicam é que, estando todos em forma, é mais que provável que o trio Denílson, Júnior Dutra e Rômulo traga melhores resultados se for titular. A escolha por Marquinhos ou Diego Jardel é defensável tanto por um lado como por outro, e não é tão óbvia assim.

Mesmo sendo inegavelmente um jogador com menos recursos técnicos, Jardel entregou, até o momento, pouco mais que o Galego, ao contrário do que o senso comum indica. A opção por Marquinhos no momento fica mais pelo seu passado, pelo que se espera que ele ainda possa render (por ter muito mais qualidade técnica) e por atributos não quantificáveis, como liderança e carisma.

Não incluímos na análise jogadores como ou Lourenço e Vinícius Pacheco, que já tiveram alguma produção ofensiva (gol ou assistência), porque o seu reduzido tempo em campo no ano geraria médias distorcidas.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

No clássico, é melhor ser pior

Criou-se, nos últimos anos, a ideia de que no clássico Avaí x Figueirense o favorito dá-se mal e que bom mesmo é chegar ao jogo por baixo para vencê-lo. Mas o que tem de "verdade" nessa história?

Olha, tem bastante coisa de verdade e os números mostram isso. Para chegar a essa conclusão, consideramos os clássicos desde 2007 para cá, desde o famigerado "clássico do Johann". Não só pelo fato de serem os últimos 10 anos, mas porque aquele jogo marca o início do que se pode chamar "a maldição do favorito" no clássico catarinense.

Em 2007, o Avaí chegou aos dois clássicos no Campeonato Catarinense com melhor campanha que o Figueirense, mas acabou perdendo as duas partidas (0x3 e 0x1), algo que se tornaria comum, para os dois clubes, no decênio seguinte. Levantamento que fizemos mostra que, desde 2007, o time que tinha melhor campanha - seja Avaí ou Figueirense - venceu apenas cinco de 31 clássicos, com 11 empates e 15 vitórias do time de pior campanha. A conta não inclui jogos da Copa Santa Catarina.

Nesse período, o Avaí chegou a 13 clássicos com melhor campanha na competição que o Figueirense. No entanto, conseguiu vencer apenas um desses jogos, empatou sete e perdeu cinco. Já o co-irmão tinha melhor campanha em 18 clássicos, dos quais ganhou quatro, empatou quatro e perdeu 10.

Confira abaixo a lista de jogos. Entre parênteses, a pontuação que cada clube tinha na competição antes do clássico.

Clássicos em que o Avaí tinha melhor campanha

1) Figueirense 3x0 Avaí - Catarinense 2007 (Avaí 8pts., Figueirense 6pts.)
2) Avaí 0x1 Figueirense - Catarinense 2007 (Avaí 32, Figueirense 27)
3) Avaí 0x3 Figueirense - Catarinense 2008 (Avaí 19, Figueirense 15)
4) Figueirense 1x1 Avaí - Catarinense 2009 (Avaí 8, Figueirense 5)
5) Avaí 1x1 Figueirense - Catarinense 2009 (Avaí 25, Figueirense 19)
6) Figueirense 2x2 Avaí - Catarinense 2010 (Avaí 11, Figueirense 4)
7) Avaí 1x1 Figueirense - Catarinense 2010 (Avaí 34, Figueirense 24)
8) Avaí 1x1 Figueirense - Catarinense 2010 (Avaí 44, Figueirense 33)
9) Avaí 0x1 Figueirense - Catarinense 2012 (Avaí 15, Figueirense 11)
10) Avaí 0x4 Figueirense - Série B 2013 (Avaí 53, Figueirense 46)
11) Avaí 1x1 Figueirense - Série A 2015 (Avaí 10, Figueirense 7)
12) Avaí 1x0 Figueirense - Catarinense 2016 (Avaí 8, Figueirense 5)
13) Avaí 0x0 Figueirense - Catarinense 2017 (Avaí 16, Figueirense 8)

 Clássicos em que o Figueirense tinha melhor campanha

1) Figueirense 0x2 Avaí - Catarinense 2008 (Figueirense 40, Avaí 36)
2) Figueirense 2x2 Avaí - Catarinense 2011 (Figueirense 12, Avaí 4)
3) Avaí 0x1 Figueirense - Catarinense 2011 (Figueirense 30, Avaí 21)
4) Figueirense 0x2 Avaí - Catarinense 2011 (Figueirense 39, Avaí 27)
5) Figueirense 2x3 Avaí - Série A 2011 (Figueirense 26, Avaí 14)
6) Avaí 1x1 Figueirense - Série A 2011 (Figueirense 57, Avaí 30)
7) Figueirense 2x2 Avaí - Catarinense 2012 (Figueirense 33, Avaí 25)
8) Avaí 3x0 Figueirense - Catarinense 2012 (Figueirense 44, Avaí 36)
9) Figueirense 1x2 Avaí - Catarinense 2012 (Figueirense 44, Avaí 39)
10) Figueirense 1x0 Avaí - Catarinense 2013 (Figueirense 13, Avaí 9)
11) Avaí 2x1 Figueirense - Catarinense 2013 (Figueirense 29, Avaí 22)
12) Figueirense 1x3 Avaí - Série B 2013 (Figueirense 22, Avaí 16)
13) Figueirense 1x2 Avaí - Catarinense 2014 (Figueirense 8, Avaí 4)
14) Avaí 1x1 Figueirense - Catarinense 2015 (Figueirense 15, Avaí 6*)
15) Avaí 1x0 Figueirense - Copa do Brasil 2015** (Figueirense 42, Avaí 11)
16) Figueirense 2x0 Avaí - Copa do Brasil 2015 (Figueirense 42, Avaí 11)
17) Figueirense 0x1 Avaí - Série A 2015 (Figueirense 27, Avaí 26)
18) Figueirense 1x0 Avaí - Catarinense 2016 (Figueirense 19, Avaí 17)

*o Avaí havia somado seis pontos em campo antes do clássico, mas perdeu-os em seguida por ter escalado o zagueiro Antônio Carlos sem contrato num jogo contra o Marcílio Dias. 

**como a Copa do Brasil é disputada no sistema eliminatório (mata-mata), usamos a pontuação do Campeonato Catarinense para comparar as campanhas dos dois times quando ocorreram os confrontos pela Copa em 2015. Isso porque os jogos foram realizados logo após o estadual - a primeira partida três dias depois da final do Catarinense e a segunda na semana seguinte.

sábado, 1 de abril de 2017

Gol de volante, ausência constante

Tu saberias dizer qual foi o último volante a fazer gol pelo Avaí? A resposta não é fácil. Vendo o jogo contra o Joinville, me dei conta de que, no esquema do Claudinei, o time não é desenhado para que os volantes tenham grandes responsabilidades ofensivas. O time ataca muito com seus laterais e, por isso, precisa dos volantes mais "plantados". Pode ser porque não tem nenhum Leo Gago no elenco atual? É possível.

O fato é que em toda a "Era Claudinei" (35 jogos), nenhum volante fez gol ou deu passe para gol. Nenhunzinho. O último volante a dar passe para gol foi Jajá, no empate por 1 a 1 contra o Tupi pela Série B do ano passado (25 de junho de 2016), quando o treinador ainda era Silas. Jajá também foi o último a fazer gol, na vitória por 4 a 2 contra o Ceará na Série B do ano passado (28 de maio de 2016).

O gol de Jajá, no entanto, foi de falta. Com bola rolando, nenhum volante faz gol desde a última partida do Avaí em 2015. No empate por 1 a 1 contra o Corinthians (6 de dezembro de 2015), o xará do atual treinador, Claudinei, marcou de cabeça, após cruzamento de Nino Paraíba, o gol avaiano.

Quanto tempo faz que...

a) Um volante não dá passe para gol - 44 jogos
b) Um volante não faz gol - 52 jogos
c) Um volante não faz gol com bola rolando - 81 jogos

segunda-feira, 13 de março de 2017

Destaques de Avaí 2x3 Criciúma

Invencibilidade no estadual. O Avaí passou o primeiro turno inteiro sem derrota: nove jogos, com seis vitórias e três empates. Já de cara perdeu no segundo turno.

Invencibilidade do Marquinhos. O capitão avaiano ficou 20 jogos sem derrota (14 vitórias e seis empates), até o último domingo.

Invencibilidade do Betão na Ressacada. O zagueiro não perdeu nenhum de seus primeiros 14 jogos na Ressacada (11 vitórias e três empates). Até ontem...

Três gols. Foi a primeira vez na "gestão Claudinei" que o Avaí sofreu três gols num jogo em casa. Foram 16 partidas, desde o 0x3 para o Bahia na Série B passada (20 de agosto de 2016).

Três gols em um tempo. Depois de 33 jogos, o Avaí voltou a sofrer três gols em um tempo de partida. A última vez havia sido na derrota por 3 a 0 para o Brasil de Pelotas na 19ª rodada da Série B, quando os três gols dos gaúchos foram marcados no primeiro tempo. Na ocasião, o intervalo entre os três gols (14 minutos) foi até menor que o intervalo entre os gols do Criciúma ontem (17 minutos).

Virada. Esse é talvez o fato mais curioso. O Avaí não perdia um jogo de virada desde 16 de agosto de 2015, quando foi derrotado pelo Corinthians na Ressacada pela Série A (1x2). Pelas nossas contas, nesse período o Leão saiu na frente no marcador em 38 partidas, das quais venceu 33 e empatou cinco antes de sofrer a derrota para o Criciúma.

Sm vitória na Ressacada. O Avaí chegou a quatro jogos sem vencer em seu estádio (0x0 Figueirense, 1x1 Luverdense, 1x1 Inter de Lages e 2x3 Criciúma), fato que não ocorria desde a Série A de 2015 (1x4 Atlético Mineiro, 1x1 Figueirense, 1x2 Grêmio e 2x2 Sport).

sexta-feira, 10 de março de 2017

Breve análise sobre o público na Ressacada em 2017

Com a primeira semana inteirinha sem jogos, ganhamos um tempinho para fazer pesquisas um pouco mais aprofundadas. No post de hoje, vamos falar sobre público presente aos jogos do Avaí em 2017.

Em sete partidas disputadas na Ressacada neste ano, o Avaí teve, em média, 5.157 pagantes presentes por jogo. Isso representa uma lotação - considerando apenas os pagantes - de 28,9% do estádio, segundo a capacidade anunciada no site do clube (17.822 torcedores). Olhando esse dado pelo outro lado, significa que o Avaí opera com ociosidade de aproximadamente 70% de seu estádio (arredondamos considerando que há espaços ocupados por não-pagantes), um valor absurdamente alto quando comparado com as principais ligas do mundo, mas relativamente (e infelizmente) "dentro do normal" para o padrão brasileiro.

O público pagante dos jogos variou de 1.615 contra o Londrina pela Copa Que Ninguém Liga da Primeira Liga a 10.797 contra o Figueirense pelo Campeonato Catarinense. O gráfico 1, abaixo, mostra  a distribuição dos públicos do Avaí no ano. Percebe-se que, além do clássico, as partidas contra Chapecoense (outro representante catarinense na Série A do Brasileiro) e Brusque (até então, vice-líder do estadual) ficaram acima da média do clube em termos de público. Nos demais, públicos  nada satisfatórios.

Gráfico 1. Distribuição do público pagante por jogo na Ressacada em 2017.

A maior parte do público pagante que frequenta os jogos do Avaí é formada por sócios do clube. São 3.588 sócios, em média, por partida, dos quais 3.584 sócios "normais" e 4 (quatro. Não lesse errado, não.) da modalidade "Nação Avaiana", na qual se paga uma mensalidade de R$ 30 para se ter desconto de 60% no preço de ingressos. Os sócios representaram, até o momento, 69,6% dos pagantes nos jogos do Avaí, o que mostra a importância desse público cativo para as contas do clube.

O jogo com mais sócios presentes foi o clássico contra o Figueirense (6.025), enquanto a partida contra o Londrina teve apenas 1.381 sócios.

O peso dos sócios diminui, porém, à medida que o público pagante total aumenta. Há uma correlação negativa muito forte (-0,95) entre o total de pagantes e o percentual de sócios entre esse público. Basta ver que as três partidas com mais torcedores tiveram, em média, 62,1% de sócios, enquanto as quatro de pior público ficaram com média de 85,1% de sócios entre os presentes. O jogo com maior proporção de sócios entre os pagantes (87,1%) foi contra o Luverdense, enquanto o clássico contra o Figueirense, recorde de público do Avaí no ano, teve o menor percentual de sócios (55,8%).

Gráfico 2. Percentual de sócios do Avaí entre o público pagante por jogo na Ressacada.

É claro que a presença de torcida visitante também colabora para esse fenômeno. Não é coincidência que os jogos contra Brusque, Chapecoense e Figueirense tiveram a maior presença de visitantes, pelo que observamos nos jogos (não há dados separados nos borderôs sobre ingressos vendidos para visitantes), e a menor proporção de sócios do Avaí entre o público presente. No entanto, os dados mostram também que são nesses jogos mais atrativos que o clube pode faturar mais com venda de ingressos, pois o público comprador de ingresso fica em torno de 35% a 45% do total, contra 15% a 20% nas partidas menos atrativas.

Toda a comunicação avaiana é feita pensando em angariar sócios e tem até quem ache que só sócio pode dar opinião sobre as coisas do clube, mas não se deve ignorar os torcedores que compram ingresso também. Afinal, em sete jogos, eles já desembolsaram R$ 350.500,00 para assistir o Avaí - e nós não estamos em condições de raigar dinheiro...

Quanto cada setor rende com ingressos

Nos borderôs dos jogos do Avaí, os oito setores da Ressacada estão divididos, em geral, em dois grandes grupos: ACDE (os setores cobertos) e BFGH (os descobertos). Os dados sobre a ocupação desses setores são referentes apenas a ingressos vendidos. O item "Sócios" (ou "Sócios+Credenciais", como aparece em vários borderôs) não tem a discriminação por setor. Não é possível saber, portanto, quantos sócios comparecem a cada setor do estádio em cada partida.. O mesmo vale para os menores de 12 anos, que pagam R$ 10,00 por jogo e vêm informados no borderô em item único, sem separação por setores.

Vamos nos ater, então, sobre os ingressos vendidos para cada setor. Consideramos, nos casos dos setores cobertos, também a parte "VIP" dos setores C e E, cujas entradas vendidas vêm discriminadas nos borderôs. A conta inclui tanto valores inteiros como meias entradas.

Foram 11.011 ingressos vendidos até agora. Em média, o Avaí vende 775 ingressos para os setores cobertos por jogo e 617 para os setores descobertos. É curioso, pois os setores descobertos têm ingressos sempre mais baratos, mas, talvez, ainda num preço que o torcedor considera elevado demais para valer a pena pagar por ele.

Gráfico 3. Divisão do público pagante conforme o tipo de entrada vendida (ingressos e sócios).

O valor médio do ingresso vendido nos setores cobertos foi de R$ 36,79, enquanto nos descobertos ficou em R$ 31,88. Consequentemente, os setores cobertos geram renda maior por partida com ingressos (R$ 28.520,00) que os descobertos (R$ 19.678,57). Não é possível precisar quanto de renda o sócio gera por partida, pois é atribuído a cada sócio presente o valor simbólico de R$ 10, para efeitos de cálculo de descontos de impostos e taxas sobre a renda bruta da partida.

Aqui, cabe uma observação. A grande maioria dos ingressos vendidos (80,8%) é de meias entradas. Isso porque são consideradas meias entradas não só aquelas previstas por lei (como para estudantes, por exemplo), mas as promoções que o clube faz, do tipo "compre ingresso usando camisa do Avaí e pague metade do preço". Como os ingressos vendidos com preço inteiro foram apenas 7,7% do total, há forte indício de que os preços cobrados pela entrada inteira não condizem com o valor que o torcedor atribui ao serviço que Avaí está oferecendo.

Não podemos esquecer que futebol é paixão, mas, também, um serviço de entretenimento, e o torcedor compra conforme avalia a qualidade do "espetáculo" que lhe é oferecido, incluindo aí, não só a qualidade ou o desempenho do time do Avaí, mas também a atratividade do adversário (qualidade, notoriedade e rivalidade são atributos importantes) e da competição (fases finais e disputas que envolvem equipes mais qualificadas tendem a levar mais público ao estádio).

Considerações

Entendemos que, para melhorar a ocupação de seu estádio e a renda obtida por jogo, o Avaí deve avaliar se os preços cobrados pelos ingressos, principalmente dos setores descobertos, estão no nível adequado ao serviço de entretenimento que oferece. Também deve analisar os preços inteiros cobrados, pois a venda de ingressos nesses valores é muito pequena. Talvez o "meia entrada" deva ser o valor inteiro.

Com os dados que trouxemos, é possível, ainda, fazer um planejamento conforme o grau de atratividade esperado para cada partida. É esperado que jogos contra equipes como Atlético Tubarão e Almirante Barroso sejam vistos como pouco atrativos pelo torcedor avaiano, a não ser que o clube esteja disputando o título do returno. Sabe-se que, em partidas assim, a grande maioria do público presente ao estádio é composto por sócios. Pode-se, então, buscar alguma alternativa para vender mais ingressos nesse jogos, como o preço mais baixo ou realizar ações específicas voltadas aos consumidores eventuais.

Outra ação que pode ser tomada é tentar atrair mais famílias para os jogos. O número de menores presentes a cada jogo é relativamente pequeno (3,4% do total de pagantes), o que sugere pouca presença de famílias.

Mais adiante durante a temporada, faremos novas análises e atualizações sobre a presença de público na Ressacada em 2017.

domingo, 5 de março de 2017

Poupar ou não poupar: eis a questão

Na partida deste domingo contra o Inter de Lages, o Avaí deve entrar em campo com uma equipe pra lá de "alternativa", pra usar um eufemismo para "time reserva". São quatro titulares fora por lesão (Luan, Judson, Diego Jardel e Leandro Silva) e mais seis devem ser poupados (Capa, Betão, Rômulo, Alemão, Kozlisnki e Marquinhos). Será que vai ter uma vaga pro Toshi?

A decisão de escalar um time tão modificado divide opiniões. Isso porque, embora o Avaí já tenha garantido pelo menos uma vaga na final ao conquistar o primeiro turno, a pontuação geral conta para definir quem vai decidir o título em casa. Pode parecer pouca coisa, mas o Avaí não conquistou nenhum de seus 16 títulos no Campeonato Catarinense fora de Florianópolis. Toda vez que decidiu no interior, perdeu: 1977 (Chapecó), 1985* (Itajaí) e 1992 (Brusque).

Por outro lado, é verdade também que o ritmo tem sido muito forte nesse início de temporada. Com três competições em disputa, o Avaí fez 12 partidas num intervalo de 36 dias. Média de um jogo a cada três dias. Daqui para frente a coisa vai melhorar nesse sentido, já que fomos precocemente eliminados de Copa do Brasil e Copa da Primeira Liga. Só temos o estadual até maio, além de um clássico pela Copa da Primeira Liga que só nos interessa pela rivalidade. Aliás, esse é mais um argumento usado por quem critica o uso do time reserva neste domingo: daqui pra frente, é quase sempre um jogo por semana e dá, em tese, para descansar o time mesmo durante a competição.

Confira abaixo a lista de jogadores de acordo com os minutos em campo em 2017. A conta inclui os acréscimos dados pelos árbitros em cada tempo de jogo. Em itálico, os jogadores lesionados ou se recuperando de lesão. Dos 11 que mais atuaram, apenas Denílson e Júnior Dutra devem entrar em campo contra o Inter de Lages.

1º Alemão - 1.050min
    Betão - 1.050
    Kozlinski - 1.050
4º Rômulo - 983
5º Capa - 885
6º Diego Jardel - 799
7º Denílson - 793
8º Judson - 769
9º Leandro Silva - 764
10º Júnior Dutra - 629
11º Marquinhos - 627
12º Luan - 554
13º Ferdinando - 441
14º Caio César - 382
15º João Paulo - 324
16º Gustavo Santos - 261
17º Renato Júnior - 217
18º Chapecó - 168
19º Santarém - 142
20º Vítor - 140
21º Maurício - 124
22º Gustavo Schiavolin - 101
23º Douglas - 98
      Leo Felipe - 98
      Salazar - 98
26º Marcelinho - 43
27º Menezes - 17
28º Iury - 16
29º Toshi - 11 


*o jogo decisivo de 1985 não foi exatamente uma final, mas uma partida válida pela última rodada de um hexagonal final, na qual tanto o Avaí quanto seu adversário, o Joinville, podiam ser campeões. O jogo foi em Itajaí porque o Joinville havia perdido mando de campo.

domingo, 26 de fevereiro de 2017

Destaques do título do turno

Não é exagero dizer que o Avaí nadou de braçada no primeiro turno do estadual. Numa competição de tiro curto (nove jogos), o Leão conseguiu ser campeão com uma rodada de antecedência, o que é bem difícil. Veja abaixo alguns números e informaçõx que gostaríamos de destacar nessa campanha.

Defesa sensacional
Ofensivamente, o Avaí não vai mal no estadual. São 13 gols marcados, o segundo melhor ataque da competição (Criciúma tem 15). No entanto, é na retaguarda que o Leão se destaca.

O Avaí sofreu apenas dois gols em oito rodadas, uma incrível média de 0,25 por jogo. Pra se ter uma ideia, a segunda melhor defesa, a do Atlético Tubarão (sim, a do lanterna, vejam só...), sofreu mais que o triplo: sete. Destaque para Alemão, Betão e Kozlinski, que disputaram todas as partidas do início ao fim, sem serem substituídos, e contribuíram muito para a muralha azurra.

Artilheiros e garçons
Não é só a turma de lá de trás que merece aplausos. Na frente, tem gente que fez bonito também. São os casos principalmente de Denílson, artilheiro do estadual com cinco gols, e Rômulo, que fez três gols e deu duas assistências (ambas para Denílson).

Mas não só eles. Quase todos os gols do Avaí saem em jogadas construídas coletivamente. Basta ver que não houve nenhum gol de bola parada direta (falta/pênalti), nem em chutes de fora da área. Quase sempre jogadas trabalhadas que resultam em finalizações dentro da área. Destaque no quesito "garçons" para Diego Jardel e Leandro Silva, autores de três assistências cada.

Paredão em clássicos e "jogos grandes"
O Avaí não sofreu gols contra os quatro maiores adversários. Venceu o Criciúma por 1 a 0, a Chapecoense por 3 a 0 e empatou por 0 a 0 contra Joinville e Figueirense, somando oito pontos nessas brigas de cachorro grande.

Mortal fora de casa
O Avaí não sofreu gols também em nenhum jogo fora de casa e teve longe da Ressacada a mesma campanha que no nosso estádio: três vitórias e um empate. Não tem aquela história de que "passou da ponte, o Avaí não ganha"? Já era.

Sobrando na segunda etapa
Dos 13 gols do Avaí, nove foram marcados no segundo tempo. Parece que a preparação física tá boa, né?

Pouca Marquinhosdependência
Marquinhos é um ícone do clube, líder dentro e fora de campo, sem dúvidas o jogador com maior qualidade técnica no elenco, mas o time deu sinais de que pode sobreviver sem ele. Lembram do segundo melhor ataque, com 13 gols? Pois então: Marquinhos não marcou nem deu passe para nenhum deles.

O Galego foi poupado em dois jogos fora de casa, e o Avaí passou bem por eles. OK, foram partidas contra Almirante Barroso e Atlético Tubarão, que estão nas últimas posições, mas o Leão ganhou bem e produziu bem no ataque, vencendo por 3 a 0 e 2 a 0, respectivamente. Em outro jogo no qual Marquinhos foi poupado, o Avaí fez 2 a 1 na Desportiva pela Copa do Brasil. Derrotas só na Copa da Primeira Liga, competição para a qual, parece, ninguém na Ressacada deu muita bola neste ano.

  

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Resumo do ano avaiano (10 jogos)

O Avaí chegou a 10 partidas disputadas na temporada (em menos de um mês... Baita calendário). Vamos a alguns números desses 10 jogos.

TOTAIS

O Avaí não perde há sete jogos. As duas únicas derrotas ocorreram na três primeiras partidas do ano, ambas pela Copa da Primeira Liga.

Jogos: 10
Vitórias: 6
Empates: 2
Derrotas: 2
Aproveitamento de pontos: 66,7%
Gols marcados: 12
Gols sofridos: 6
Saldo de gols: +6
Cartões amarelos: 24
Cartões vermelhos: 0

MÉDIAS

O Avaí melhorou suas médias de gols marcados, gols sofridos, público pagante por jogo, renda bruta por jogo e renda líquida por jogo nas últimas cinco partidas.


Gols marcados por jogo: 1,2
Gols sofridos por jogo: 0,6
Cartões amarelos por jogo: 2,4
Público pagante por jogo (em casa): 5.871
Renda bruta por jogo (em casa): R$ 104.218,80
Renda líquida por jogo (em casa): R$ 58.315,97

MAIORES

A maior vitória do ano, o maior público e as maiores rendas ocorreram nos últimos cinco jogos.

Vitória: Avaí 3x0 Chapecoense (08.02, Campeonato Catarinense)
Derrota: Paraná 2x0 Avaí (25.01.2017, Copa da Primeira Liga)
Público pagante (em casa): 10.797, em Avaí 0x0 Figueirense (22.02, Campeonato Catarinense)
Renda bruta (em casa): R$ 235.096,00, em Avaí 0x0 Figueirense (22.02)
Renda líquida (em casa): R$ 152.665,26, em Avaí 0x0 Figueirense (22.02)

MENORES

Público pagante (em casa): 1.637, em Avaí 0x1 Londrina (31.01, Copa da Primeira Liga)
Renda bruta (em casa): R$ 19.182,00, em Avaí 0x1 Londrina (31.01)
Renda líquida (em casa): R$ -10.156,39, em Avaí 0x1 Londrina (31.01)

LÍDERES (TOTAL)

Jogos disputados:Alemão, Betão, Kozlinski e Rômulo (9)
Minutos em campo: Alemão, Betão e Kozlinski (863)
Média de minutos em campo por jogo*: Judson (96min08s)
Gols marcados: Denílson (5)
Gols marcados por minutos em campo: Denílson (um gol a cada 121min12s)
Passes para gol: Leandro Silva (3)
Passes para gol por minutos em campo: Leandro Silva (um passe a cada 198min20s)
Participação em gols (gols + assistências): Denílson e Rômulo (5)
Participação em gols (gols + assistências) por minuto em campo: Denílson (um gol a cada 121min12s)
Menor média de gols sofridos por jogo: Kozlinski (0,55)
Menos gols sofridos por minutos em campo: Kozlinski (um gol a cada 172min36s)
Cartões amarelos: Alemão e Capa (3)
Cartões amarelos por minutos em campo: Gustavo Schiavolin (um cartão a cada 95min)
Jogos como capitão: Marquinhos (6)
*mínimo de três jogos disputados

MAIS EM UM JOGO

Gols marcados: Denílson (2), em Avaí 2x1 Metropolitano (02.02, Campeonato Catarinense); Rômulo (2), em Avaí 3x0 Chapecoense (08.02)
Gols marcados (time): 3, em Avaí 3x0 Chapecoense (08.02)
Gols sofridos (time): 2, em Paraná 2x0 Avaí (25.01)
Passes para gol: Leandro Silva (2), em Avaí 3x0 Chapecoense (08.02)
Cartões amarelos (time): 4, em Avaí 3x0 Chapecoense (08.02)
Velho em campo: Ferdinando (36 anos e 10 meses), em Avaí 0x0 Figueirense (22.02)
Jovem em campo: Santarém (18 anos e 6 meses), em Paraná 2x0 Avaí (25.01)


MAIORES SEQUÊNCIAS


Vitórias: 3
Derrotas: 1
Sem perder: 7 jogos
Sem ganhar: 1 jogo
Jogos sem fazer gol: 1
Jogos marcando gol: 3
Jogos sem sofrer gol: 3
Jogos sofrendo gol: 2

MINUTOS DOS GOLS MARCADOS

O Avaí marcou metade de seus gols entre o início e os 30 minutos do segundo tempo.

0min a 15min do primeiro tempo: 2
16min a 30min do primeiro tempo: 1
31min até fim do primeiro tempo: 2
0min a 15min do segundo tempo: 3
16min a 30min do segundo tempo: 3
31min até fim do segundo tempo: 1
Gol mais rápido: Denílson (9min do primeiro tempo), em Avaí 2x1 Metropolitano (02.02)
Gol mais tardio: Júnior Dutra (35min do segundo tempo), em Atlético Tubarão 0x2 Avaí (05.02)

MINUTOS DOS GOLS SOFRIDOS

O Avaí sofreu mais gols no segundo que no primeiro tempo.

0min a 15min do primeiro tempo: 0
16min a 30min do primeiro tempo:1
31min até fim do primeiro tempo: 1
0min a 15min do segundo tempo: 1
16min a 30min do segundo tempo: 1
31min até fim do segundo tempo: 2
Gol mais rápido: 21min do primeiro tempo (Paraná 2x0 Avaí, 25.01)
Gol mais tardio: 44min do segundo tempo (Avaí 0x1 Londrina, 31.01)

COMO MARCA OS GOLS

O Avaí ainda não fez gol de fora da área no ano.

Cabeça: 4
Pé direito: 5
Pé esquerdo: 3
Dentro da pequena área:4
Dentro da área: 8

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Os mais experientes em clássicos no elenco do Avaí

Tem clássico nesta quarta, e o assunto do post de hoje não poderia ser outro. Para aquecer as turbinas, vamos falar um pouco sobre quais jogadores que estão no atual elenco do Avaí têm mais experiência em clássicos. Marquinhos é meio óbvio, mas tem gente na lista dos que mais enfrentaram o Figueirense que surpreende.

A verdade é que o elenco do Avaí ainda é meio verde no clássico. De 35 jogadores que constam como inscritos no estadual no site da FCF (na verdade, são listados 37 inscritos, mas Gabriel já foi vendido e o goleiro Vítor Prada, emprestado), 26 jamais disputaram o clássico (dentre os nove que já disputaram, estão dois que o fizeram apenas pelo Figueirense).

A soma total de clássicos disputados pelos nove já "experientes" nesse confrontos é de 43, mas Marquinhos sozinho contribui com mais de 40% desse valor (18 jogos). Atletas importantes, como Betão, Alemão, Capa e Denílson, farão sua estreia em clássicos na noite desta quarta. Que seja o primeiro de muitos - e com vitória, claro.

MARQUINHOS (18 clássicos)

O Galego é, de longe, o jogador do elenco avaiano mais experiente em clássicos. Disputou 18 deles, dos quais 16 como titular e dois vindo do banco de reservas. Aliás, faz 18 anos que ele disputou seu primeiro clássico, entrando no decorrer do jogo em um empate por 0 a 0 no Orlando Scarpelli pelo Campeonato Catarinense de 1999, substituindo Zelão. O meia tem um retrospecto equilibradíssimo, com seis vitórias, seis empates e seis derrotas. Marcou três gols e deu passe para cinco (quatro em lances de falta ou escanteio). Foi expulso uma vez, numa vitória por 2 a 1 no Scarpeli em 2014, quando a partida estava empatada por 1 a 1.

Destaque: a maior atuação de Marquinhos num clássico ocorreu na Série B de 2013, quando o Avaí derrotou o Figueirense por 3 a 1 no Orlando Scarpelli. O Galego fez dois gols - seus dois primeiros em clássicos, depois de passar em branco nos 11 primeiros -, sendo um deles um golaço por cobertura em cima do goleiro alvinegro Neneca.

Marquinhos foi o cara do clássico Figueirense 1x3 Avaí em 2013

Curiosidade: sempre que Marquinhos fez gol ou deu passe para gol, o Avaí não perdeu clássico (quatro vitórias e dois empates). Aliás, é o único jogador do atual elenco que já fez gol em clássico.

Jogos: Figueirense 0x0 Avaí (Catarinense 1999), Figueirense 2x1 Avaí (Catarinense 1999), Avaí 0x3 Figueirense (Catarinense 2008), Figueirense 0x2 Avaí (Catarinense 2008), Figueirense 1x1 Avaí (Catarinense 2009), Avaí 1x1 Figueirense (Catarinense 2009), Figueirense 2x2 Avaí (Catarinense 2011), Avaí 0x1 Figueirense (Catarinense 2011), Figueirense 0x2 Avaí (Catarinense 2011), Figueirense 1x0 Avaí (Catarinense 2013), Avaí 2x1 Figueirense (Catarinense 2013), Figueirense 1x3 Avaí (Brasileiro Série B 2013), Avaí 0x4 Figueirense (Brasileiro Série B 2013), Figueirense 1x2 Avaí (Catarinense 2014), Avaí 1x1 Figueirense (Catarinense 2015), Avaí 1x0 Figueirense (Copa do Brasil 2015), Figueirense 2x0 Avaí (Copa do Brasil 2015) e Avaí 1x1 Figueirense (Brasileiro Série A 2015)

Gustavo Santos (6 clássicos)

Embora bem atrás do irmão, mano mais novo da família Santos é o segundo jogador do elenco atual do Avaí com mais clássicos disputados pelo Leão: seis. Pode-se dizer que Gustavo sofre de empatite em clássico, pois quatro dessas partidas terminaram empatadas. Nas outras duas, o Avaí ganhou uma e perdeu outra. No total, foi titular em quatro clássicos e em dois entrou durante o jogo.

Curiosidade: Gustavo é o único jogador do elenco do Avaí que pode dizer que já foi campeão em cima do Figueirense. Não foi numa final de campeonato, mas sim do segundo turno do estadual de 2010 (a última vez que o Leão conquistou um turno de estadual). A decisão foi em jogo único, na Ressacada, e o placar de 1 a 1 serviu para a conquista avaiana - jogamos pelo empate por ter melhor campanha. Com o título, fomos para a final e derrotamos o campeão do primeiro turno, o Joinville.

Jogos: Figueirense 1x1 Avaí (Catarinense 2009), Avaí 3x0 Figueirense (Copa Santa Catarina 2009), Figueirense 2x2 Avaí (Catarinense 2010), Avaí 1x1 Figueirense (Catarinense 2010), Figueirense 2x2 Avaí (Catarinense 2011) e Avaí 0x1 Figueirense (Catarinense 2011)

Figueirense 1x1 Avaí em 2009, o primeiro clássico de Gustavo

Ferdinando (5 clássicos)

Muitos lembram de Ferdinando nas grandes campanhas de 2008 e 2009, mas talvez poucos saibam que ele estreou em clássicos em 2006, numa vitória do Avaí por 3 a 2 na Ressacada pelo Campeonato Catarinense. Desde então, disputou cinco clássicos (três como titular), somando duas vitórias, dois empates e uma derrota.


Gols do Avaí no 3 a 2 contra o Figueirense em 2006, primeiro clássico do Ferdinando

Jogos: Avaí 3x2 Figueirense (Catarinense 2006), Figueirense 4x1 Avaí (Catarinense 2006), Figueirense 2x2 Avaí (Copa Santa Catarina 2007), Figueirense 0x2 Avaí (Catarinense 2008) e Avaí 1x1 Figueirense (Catarinense 2009)

Diego Jardel (4 clássicos)

O meia de Águas Mornas é o quarto jogador do elenco atual com mais clássicos (quatro, todos como titular). E é pé-quente, embora não tenha participado diretamente de nenhum gol, soma três vitórias e uma derrota.

Jogos: Figueirense 1x3 Avaí (Brasileiro Série B 2013), Figueirense 1x2 Avaí (Catarinense 2014), Avaí 1x0 Figueirense (Catarinense 2016) e Figueirense 1x0 Avaí (Catarinense 2016)

Rômulo (3 clássicos)

Fechado o top 5 de jogadores com mais clássicos, temos Rômulo. Desde que ele estreou no time profissional avaiano, já foram disputados sete clássicos, mas o atacante esteve presente em apenas três deles (dois como titular). Tem uma vitória, um empate e uma derrota e ainda não participou de nenhum gol.

Jogos: Avaí 1x1 Figueirense (Catarinense 2015), Avaí 1x0 Figueirense (Catarinense 2016) e Figueirense 1x0 Avaí (Catarinense 2016)

Outros

2 clássicos - Caio César, Judson e Yuri
1 clássico - Renato Júnior

Ainda não disputaram clássico pelo Avaí: Alemão, Betão, Capa, Chapecó, Deivid, Denílson, Douglas, Fabian, Gustavo Schiavolin, João Paulo*, Júnior Dutra, Kozlinski, Leandro Silva*, Leo, Leo Felipe, Lineker, Luan, Marcelinho, Matheus, Maurício, Salazar, Santarém, Thiago Silva, Toshi, Vinícius Pacheco e Vítor

*disputaram clássicos pelo Figueirense

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Saiu na frente, ninguém segura

Com uma defesa forte, o Avaí da "Era Claudinei" mostra-se um time difícil de ser batido e, por enquanto, letal quando marca o primeiro gol do jogo. Sob o comando do atual treinador, o Leão saiu na frente no marcador em 15 partidas e venceu todas. Nenhum empatezinho.

Esse dado também é relevante: de 25 partidas sob o comando de Claudinei, em 15 (60%) delas o Avaí saiu na frente no placar. É bastante coisa. Em apenas um desses jogos, o adversário chegou a igualar o marcador. Foi logo na estreia de Claudinei, na vitória por 2 a 1 contra o Luverdense pela Série B 2016.

Aliás, nesses 15 jogos, o Avaí sofreu apenas três gols, um dado que mostra como o time sabe executar bem o esquema de fechar-se para explorar contra-ataques. Além daquele do Luverdense, levou um do Metropolitano, pelo Catarinense, e outro da Desportiva, pela Copa do Brasil - em ambos os casos, quando já vencia a partida por 2 a 0.

Outras duas vitórias do treinador foram de virada, ambas fora de casa e pelo mesmo placar (2 a 1) na Série B passada, contra CRB e Vila Nova.  

Neste domingo, contra o Brusque, sair na frente será mais que meio caminho andando para o Avaí vencer e continuar firme e forte na liderança do estadual.

Abaixo, a lista de jogos em que o Avaí marcou primeiro sob o comando de Claudinei Oliveira.

Avaí 2x1 Luverdense (Série B 2016)
Avaí 3x0 Criciúma (Série B 2016)
Avaí 2x0 Bragantino (Série B 2016)
Joinvile 0x1 Avaí (Série B 2016)
Avaí 2x0 Paysandu (Série B 2016)
Avaí 2x0 Goiás (Série B 2016)
Avaí 1x0 Tupi (Série B 2016)
Avaí 1x0 Paraná (Série B 2016)
Avaí 3x0 Náutico (Série B 2016)
Londrina 0x1 Avaí (Série B 2016)
Criciúma 0x1 Avaí (Catarinense 2017)
Avaí 2x1 Metropolitano (Catarinense 2017)
Atlético Tubarão 0x2 Avaí (Catarinense 2017)
Avaí 3x0 Chapecoense (Catarinense 2017)
Desportiva 1x2 Avaí (Copa do Brasil 2017)

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Assistência: que bicho é esse e por que é importante?

O cruzamento de Gustavo que resultou no segundo gol do Avaí contra a Desportiva, marcado por Rômulo, foi assistência? E o passe de Capa no lance do primeiro gol do Avaí contra a Chapecoense, feito pelo mesmo Rômulo? Foi? Não foi? Afinal, o que é uma assistência? Vamos falar um pouco sobre isso.

O conceito de "assistência" é mais consolidado em esportes americanos, principalmente basquete (NBA) e hóquei sobre o gelo (NHL), já que eles são fissurados por números lá (tá, nós deste site também somos). Em resumo bem resumido, é um passe que permite a um companheiro de time marcar o ponto (cesta, gol, enfim). Apenas recentemente começou a ganhar importância e espaço nas estatísticas do futebol brasileiro. Mas por que contar assistências, se o que importa são pontos, que são os gols, no caso do futebol? Porque elas ajudam a mostrar o quanto um jogador contribui com a produção ofensiva do time.

Vamos pegar o basquete como exemplo. Numa comparação simples entre pontos marcados, Michael Jordan (média de 30 pontos por jogo na carreira, a mais alta da história da NBA) parece muito mais jogador ofensivamente que Magic Johnson (19 pontos por jogo). No entanto, Magic teve uma média de 11 assistências por partida em sua carreira (a mais alta da história da NBA), enquanto Jordan teve média de 5 assistências. Fazendo uma conta simples de que cada assistência equivaleu a uma cesta de dois pontos (nem sempre. Há as cestas de três. Mas vamos ignorá-las), Magic Johnson participava de aproximadamente 41 pontos de seu time por jogo (marcando 19 e dando passes para outros 22), enquanto Michael Jordan contribuía com cerca de 40 pontos (marcando 30 e dando passes para 10). E aí? Quem era melhor ofensivamente? Dá pra discutir, né?

Enquanto Jordan era o cestinha (seria o "artilheiro" no futebol), Magic era o playmaker, ou criador de jogadas. Ambos desempenhando papeis diferentes e importantes no ataque. Mensurar o quanto um jogador é cestinha, ou artilheiro, é fácil, pois uma cesta é uma cesta e um gol é um gol e ou o cara fez gol, ou não fez. Mas a estatística de gols marcados não serve pra medir o quão eficiente um playmaker é. Zidane fez 125 gols na carreira, o que é pouco, se comparado com Pelé, Messi, Romário, ou mesmo meias como Zico e Maradona. Mas quantos gols ele deu de bandeja para os atacantes de seu time, com assistências?

Graças à contagem de assistências, descobrimos que Rômulo e Marquinhos participaram do mesmo número de gols na arrancada do Avaí na Série B passada (oito gols cada), embora o primeiro tenha marcado sete, e o segundo, "apenas" três. Saber que, marcando ou passando, cada um contribuiu diretamente com oito gols dá uma ideia melhor da importância de ambos na produção ofensiva do Leão, não é mesmo?

Mas há um problema com a estatística sobre assistências, que não é exclusivo da contagem delas no futebol: a subjetividade. O que é assistência para um observador, pode não ser para outro. É assim no hóquei, é assim no basquete e é assim - talvez até mais - no futebol. No basquete, um passe meio quadrado, mas que o companheiro de time consegue dominar e arremessar de longe, marcando uma cesta de três pontos, é uma assistência? E, no futebol, um cruzamento no qual o lateral nem olhou para a área, apenas lançou a bola nela, mas que o centroavante aproveitou, depois de zagueiro rabar em bola? Vale como assistência? Não vale?

Quando se conta assistências, sempre haverá a subjetividade, pois às vezes é difícil definir se o passador teve a intenção de passar para aquele companheiro que fez o gol (pense num escanteio. O batedor pode ter mirado em um companheiro, mas outro, que estava perto, conseguiu se antecipar e cabecear pro gol), ou mesmo o quanto o passe contribuiu para o gol.

Gustavo aparentemente cruzou para Diego Jardel, mas este não alcançou a bola e Rômulo apareceu logo atrás dele para marcar contra a Desportiva. Como não podemos entrar na cabeça de Gustavo para saber se ele queria cruzar para Jardel ou para Rômulo, consideramos assistência, pois, bem ou mal, o cruzamento deixou Rômulo em ótimas condições de marcar o gol, perto da pequena área e precisando apenas dominar e chutar.

Contra a Chapecoense, Capa tocou a bola para Rômulo longe do gol, de costas para o goleiro e com marcação em cima, mas o atacante conseguiu fazer o gol com apenas dois toques na bola, dominando e chutando já perto da linha da grande área. Para os camaradas do Troféu Avaí, foi assistência. Para nós, não. Consideramos mais mérito de Rômulo, que conseguiu girar e chutar no canto mesmo estando longe do gol, que do passe do Capa. Quem está certo? Os dois. Quem está errado? Ninguém. Vai do que cada um considera o que é assistência.

Felizmente, esses casos de dúvida são a minoria e, na maior parte das vezes, fica bem evidente o que os antigos narradores chamavam de passe açucarado que deixa o atacante em condições de marcar, ou o cruzamento certinho para o cabeceador testar para o gol.

Ah, importante! Assistência só é contada, seja no basquete ou no futebol, quando o ponto é marcado. Se o atacante perde o gol ou erra a cesta, azar do playmaker. Acha injusto? Imagine o rolo que seria definir se o gol foi perdido porque o passe não foi muito bom, ou por erro do atacante, e se aquilo valeria ou não como assistência. A subjetividade seria muito maior.

Nesse caso, a compensação para o bom passador, que vive deixando seus companheiros na cara do gol (mesmo que eles percam os gols em um ou outro jogo) é que, ao se analisar o acumulado de partidas, é provável que mais gols saiam de passes seus que de outro jogador que eventualmente pode ter acertado um único bom passe num jogo e permitido ao atacante marcar. Ou, traduzindo: embora hoje o Gustavo tenha mais assistências que o Marquinhos em 2017 (1x0), até o fim do ano o mano mais velho deve virar esse jogo. Não certamente, mas provavelmente.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A muralha



Lesões e suspensões vão fazer com que Claudinei Oliveira tenha que mexer, nos próximos dois jogos, no setor, que ele menos mudava no time: o defensivo. Os sete jogadores que compõem a “retaguarda” avaiana (Kozlinski, Leandro Silva, Alemão, Betão, Capa, Judson e Luan) atuaram juntos por 411 minutos seguidos, sem nenhum deles ser substituído durante as partidas, até Capa sair da equipe aos 29 minutos do primeiro tempo em Joinville. 

Já se sabe que mais mudanças virão, pois Luan está lesionado e não enfrenta a Desportiva pela Copa do Brasil nesta quarta (15). Também é dúvida para o jogo de domingo contra o Brusque, no qual Capa, suspenso por três amarelos, é ausência garantida.

Capa (E) e Judson (D) fazem parte da melhor formação defensiva do Avaí no ano: um paredão difícil de ser superado. (Foto: Avaí F.C.)

Se, como mostramos outro dia, o Avaí tem marcado poucos gols, o clube deve muito de seu bom desempenho no ano à turma da retaguarda. Nos 411 minutos que aquela formação citada no primeiro parágrafo atuou junta, que equivalem a quatro jogos inteiros mais 51 minutos (considerando uma partida de 90 minutos), o Leão sofreu apenas um golzinho, do Metropolitano.

Contra a Desportiva, a única mudança na parte defensiva deve ser a substituição de Luan por Ferdinando, que atuou em apenas um jogo neste ano, durante todo o tempo (98 minutos, incluindo os acréscimos) da derrota por 1 a 0 para o Londrina na Ressacada pela Copa da Primeira Liga. Esperamos que o jogador mais velho a entrar em campo pelo Avaí no ano (36 anos e 9 meses) dê conta do recado e ajude a manter a muralha azurra intacta. Se isso ocorrer, passaremos para a próxima fase da Copa do Brasil, pois o empate nos basta. Torceremos.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Tá faltando gol

É verdade que no Claudineibol o gol é quase sempre um detalhe, mas a produção ofensiva do Avaí de 2017 ainda está fraca, em que pese a liderança isolada e folgada no estadual. Em sete partidas no ano, o Leão marcou apenas oito gols. A média de 1,14 gol por jogo é inferior à da "Era Claudinei" na Série B passada, quando o Avaí fez 23 gols em 17 partidas (1,35 por jogo).

Nesse clima semi-desértico de gols, três jogadores são um oásis, participando diretamente de quatro gols cada: Denílson (quatro gols), Rômulo (dois gols e duas assistências) e Leandro Silva (um gol e três assistências). 


Leandro Silva (E), Rômulo (C) e Denílson (D) são os destaques ofensivos de 2017 até agora (Foto: Leo Munhoz/Agência RBS)


Chama a atenção a pouca participação ofensiva de dois jogadores que, em tese, deveriam ser os mais "criativos" do time. Marquinhos foi um dos jogadores mais importantes da arrancada final na Série B, participando de oito gols em 14 jogos (três gols e cinco assistências), sendo seis deles (três gols e três assistências) em lances de bola parada (falta, escanteio ou pênalti). Mas, em 2017, o melhor kicker do futebol catarinense ainda está zerado, em quatro partidas. 

Diego Jardel tem uma assistência no ano (em cobrança de escanteio) em seis jogos e só. Na "Era Claudinei" na Série B, DJ fez um gol e deu duas assistências em 14 partidas. Não foi grande coisa também, né?


Confira abaixo os jogadores que têm sido mais eficientes na participação em gols em 2017, seja marcando ou dando assistências. O "G" refere-se ao números de gols e o "A" ao número de assistências.


1º Denílson (4G, 0A) - participa de um gol a cada 103min30s em campo
2º Leandro Silva (1G, 3A) - um gol a cada 119min30s
3º Rômulo (2G, 2A) - um gol a cada 133min
4º Júnior Dutra (1G, 0A) - um gol a cada 256min
5º Capa (0G, 1A) - um gol a cada 506min
6º Diego Jardel (0G, 1A) - um gol a cada 512min

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Claudinei x Silas x Chamusca x Maria x Geninho

Claudinei Oliveira é um fenômeno. Ou, pelo menos, sua campanha no Avaí é. Em 23 jogos, ele soma 16 vitórias, quatro empates e três derrotas: um aproveitamento 75,36% dos pontos.

Para tentar medir o quão espetacular é o desempenho de Claudinei à frente do Leão, comparamos sua campanha com os 23 primeiros jogos de outros quatro treinadores que tiveram passagens destacadas pelo Avaí nos últimos anos, conquistando títulos e/ou alcançando acesso à Série A: Silas (2008), Péricles Chamusca (2010), Hémerson Maria (2012) e Geninho (2014).

Pra começo de conversa, nenhum desses conseguiu somar tantos pontos nos primeiros 23 jogos quanto Claudinei (52). Quem chegou mais perto foi Silas, em 2008 (49).

O início do treinador que conseguiu o primeiro acesso à Série A para o Avaí foi impressionante. Basta dizer que Silas venceu suas cinco primeiras partidas, nas quais o time marcou 19 gols e não sofreu nenhum. Ou então, que o Leão só sofreu um gol nos primeiros oito jogos com ele como comandante. Ou, ainda, que ele só foi perder na 15ª partida e que teve uma derrota a menos que Claudinei em seus primeiros 23 jogos (mas empatou três partidas a mais).


 
O número de gols marcados pelo time nos primeiros 23 jogos de cada treinador talvez seja o melhor indicativo sobre as diferenças de estilo de cada equipe. Mesmo tendo a melhor campanha entre os cinco, Claudinei foi o que viu seus comandados balançarem a rede menos vezes (31). Reflexo de um time sólido defensivamente, mas com ataque não tão poderoso assim. 

Na outra ponta, está Silas, que levou o Avaí a marcar 54 gols em seus primeiros 23 jogos em 2008. Foram 19 nos primeiros cinco, como já citamos (média de 3,80 por partida). Goleadas contra Juventus (5x0), Chapecoense (6x0), Vila Nova (4x1), América de Natal (5x1) e CRB (5x1), entre outros jogos, marcaram a primeira "Era Silas".


E se o forte do time do Claudinei é a defesa, nada mais natural que seja ele o treinador com menor número de gols sofridos nas primeiras 23 partidas (11, ou menos de um a cada dois jogos). Em segundo no ranking vem novamente Silas, cujo time era uma máquina de fazer gols, mas também não os sofria muito: foram 18 nos primeiros 23 jogos. Tido como "retranqueiro", Hémerson Maria viu seu time sofrer 25 gols, mais que um por confronto, em média.



Não é exagero, portanto, dizer que Claudinei Oliveira teve um início de trabalho dos mais espetaculares da história do clube. Melhor até que o de treinadores com passagens de destaque recentes. No entanto, melhor que começar bem, é terminar bem. Silas, Maria e Chamusca foram campeões estaduais e, mesmo contestados, têm seu nome marcado na história do clube com uma conquista. O primeiro ainda levou o Avaí ao seu primeiro acesso à elite nacional e até a sexta colocação da Série A antes de sair do clube na temporada 2010 para dirigir o Grêmio.

Claudinei pode conseguir algo parecido com isso? Ao que seu início indica, sim.