domingo, 12 de fevereiro de 2017

Tá faltando gol

É verdade que no Claudineibol o gol é quase sempre um detalhe, mas a produção ofensiva do Avaí de 2017 ainda está fraca, em que pese a liderança isolada e folgada no estadual. Em sete partidas no ano, o Leão marcou apenas oito gols. A média de 1,14 gol por jogo é inferior à da "Era Claudinei" na Série B passada, quando o Avaí fez 23 gols em 17 partidas (1,35 por jogo).

Nesse clima semi-desértico de gols, três jogadores são um oásis, participando diretamente de quatro gols cada: Denílson (quatro gols), Rômulo (dois gols e duas assistências) e Leandro Silva (um gol e três assistências). 


Leandro Silva (E), Rômulo (C) e Denílson (D) são os destaques ofensivos de 2017 até agora (Foto: Leo Munhoz/Agência RBS)


Chama a atenção a pouca participação ofensiva de dois jogadores que, em tese, deveriam ser os mais "criativos" do time. Marquinhos foi um dos jogadores mais importantes da arrancada final na Série B, participando de oito gols em 14 jogos (três gols e cinco assistências), sendo seis deles (três gols e três assistências) em lances de bola parada (falta, escanteio ou pênalti). Mas, em 2017, o melhor kicker do futebol catarinense ainda está zerado, em quatro partidas. 

Diego Jardel tem uma assistência no ano (em cobrança de escanteio) em seis jogos e só. Na "Era Claudinei" na Série B, DJ fez um gol e deu duas assistências em 14 partidas. Não foi grande coisa também, né?


Confira abaixo os jogadores que têm sido mais eficientes na participação em gols em 2017, seja marcando ou dando assistências. O "G" refere-se ao números de gols e o "A" ao número de assistências.


1º Denílson (4G, 0A) - participa de um gol a cada 103min30s em campo
2º Leandro Silva (1G, 3A) - um gol a cada 119min30s
3º Rômulo (2G, 2A) - um gol a cada 133min
4º Júnior Dutra (1G, 0A) - um gol a cada 256min
5º Capa (0G, 1A) - um gol a cada 506min
6º Diego Jardel (0G, 1A) - um gol a cada 512min

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Claudinei x Silas x Chamusca x Maria x Geninho

Claudinei Oliveira é um fenômeno. Ou, pelo menos, sua campanha no Avaí é. Em 23 jogos, ele soma 16 vitórias, quatro empates e três derrotas: um aproveitamento 75,36% dos pontos.

Para tentar medir o quão espetacular é o desempenho de Claudinei à frente do Leão, comparamos sua campanha com os 23 primeiros jogos de outros quatro treinadores que tiveram passagens destacadas pelo Avaí nos últimos anos, conquistando títulos e/ou alcançando acesso à Série A: Silas (2008), Péricles Chamusca (2010), Hémerson Maria (2012) e Geninho (2014).

Pra começo de conversa, nenhum desses conseguiu somar tantos pontos nos primeiros 23 jogos quanto Claudinei (52). Quem chegou mais perto foi Silas, em 2008 (49).

O início do treinador que conseguiu o primeiro acesso à Série A para o Avaí foi impressionante. Basta dizer que Silas venceu suas cinco primeiras partidas, nas quais o time marcou 19 gols e não sofreu nenhum. Ou então, que o Leão só sofreu um gol nos primeiros oito jogos com ele como comandante. Ou, ainda, que ele só foi perder na 15ª partida e que teve uma derrota a menos que Claudinei em seus primeiros 23 jogos (mas empatou três partidas a mais).


 
O número de gols marcados pelo time nos primeiros 23 jogos de cada treinador talvez seja o melhor indicativo sobre as diferenças de estilo de cada equipe. Mesmo tendo a melhor campanha entre os cinco, Claudinei foi o que viu seus comandados balançarem a rede menos vezes (31). Reflexo de um time sólido defensivamente, mas com ataque não tão poderoso assim. 

Na outra ponta, está Silas, que levou o Avaí a marcar 54 gols em seus primeiros 23 jogos em 2008. Foram 19 nos primeiros cinco, como já citamos (média de 3,80 por partida). Goleadas contra Juventus (5x0), Chapecoense (6x0), Vila Nova (4x1), América de Natal (5x1) e CRB (5x1), entre outros jogos, marcaram a primeira "Era Silas".


E se o forte do time do Claudinei é a defesa, nada mais natural que seja ele o treinador com menor número de gols sofridos nas primeiras 23 partidas (11, ou menos de um a cada dois jogos). Em segundo no ranking vem novamente Silas, cujo time era uma máquina de fazer gols, mas também não os sofria muito: foram 18 nos primeiros 23 jogos. Tido como "retranqueiro", Hémerson Maria viu seu time sofrer 25 gols, mais que um por confronto, em média.



Não é exagero, portanto, dizer que Claudinei Oliveira teve um início de trabalho dos mais espetaculares da história do clube. Melhor até que o de treinadores com passagens de destaque recentes. No entanto, melhor que começar bem, é terminar bem. Silas, Maria e Chamusca foram campeões estaduais e, mesmo contestados, têm seu nome marcado na história do clube com uma conquista. O primeiro ainda levou o Avaí ao seu primeiro acesso à elite nacional e até a sexta colocação da Série A antes de sair do clube na temporada 2010 para dirigir o Grêmio.

Claudinei pode conseguir algo parecido com isso? Ao que seu início indica, sim.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Resumo do ano avaiano (5 jogos)

O Avaí chegou a cinco partidas disputadas na temporada (em menos de duas semanas... Baita calendário). Já podemos, então, trazer alguns dados sobre esse início de ano avaiano. Venham com a gente!

TOTAIS

Jogos: 5
Vitórias: 3
Derrotas: 2
Aproveitamento de pontos: 60%
Gols marcados: 5
Gols sofridos: 4
Saldo de gols: +1
Cartões amarelos: 10
Cartões vermelhos: 0

MÉDIAS

Gols marcados por jogo: 1,00
Gols sofridos por jogo: 0,80
Cartões amarelos por jogo: 2,00
Público pagante por jogo (em casa): 2.505
Renda bruta por jogo (em casa): R$ 30.539,00
Renda líquida por jogo (em casa): R$ 3.493,21

MAIORES

Vitória: Atlético Tubarão 0x2 Avaí (05.02, Campeonato Catarinense)
Derrota: Paraná 2x0 Avaí (25.01.2017, Copa da Primeira Liga)
Público pagante (em casa): 3.373, em Avaí 2x1 Metropolitano (02.02, Campeonato Catarinense)
Renda bruta (em casa): R$ 41.896,00, em Avaí 2x1 Metropolitano (02.02)
Renda líquida (em casa): R$ 13.649,60, em Avaí 2x1 Metropolitano (02.02)

MENORES

Público pagante (em casa): 1.637, em Avaí 0x1 Londrina (31.01, Copa da Primeira Liga)
Renda bruta (em casa): R$ 19.182,00, em Avaí 0x1 Londrina (31.01)
Renda líquida (em casa): R$ -10.156,39, em Avaí 0x1 Londrina (31.01)

LÍDERES (TOTAL)

Jogos disputados: Vítor (5)
Minutos em campo: Alemão, Betão, Capa, Judson, Kozlinski e Luan (383)
Média de minutos em campo por jogo: Leandro Silva (96min por jogo)
Gols marcados: Denílson (3)
Gols marcados por minutos em campo: Denílson (um gol a cada 106min40s)
Passes para gol: Rômulo (2)
Passes para gol por minutos em campo: Rômulo (um passe a cada 180min)
Menor média de gols sofridos por jogo: Kozlinski (0,75)
Menos gols sofridos por minutos em campo: Kozlinski (um gol a cada 127min40s)
Cartões amarelos: Diego Jardel (2)
Cartões amarelos por minutos em campo: Gustavo Schiavolin (um cartão a cada 95min)
Jogos como capitão: Betão e Marquinhos (2)

MAIS EM UM JOGO

Gols marcados: Denílson (2), em Avaí 2x1 Metropolitano (02.02)
Gols marcados (time): 2, em dois jogos
Gols sofridos (time): 2, em Paraná 2x0 Avaí (25.01)
Passes para gol: Rômulo (1), em dois jogos
Cartões amarelos (time): 3, em dois jogos
Velho em campo: Ferdinando (36 anos e 9 meses), em Avaí 0x1 Londrina (31.01)
Jovem em campo: Santarém (18 anos e 6 meses), em Paraná 2x0 Avaí (25.01)


MAIORES SEQUÊNCIAS


Vitórias: 2
Derrotas: 1
Jogos sem fazer gol: 1
Jogos marcando gol: 2
Jogos sem sofrer gol: 1
Jogos sofrendo gol: 2

MINUTOS DOS GOLS MARCADOS

0min a 15min do primeiro tempo: 1
16min a 30min do primeiro tempo: 0
31min até fim do primeiro tempo: 1
0min a 15min do segundo tempo: 0
16min a 30min do segundo tempo: 2
31min até fim do segundo tempo: 1
Gol mais rápido: Denílson (9min do primeiro tempo), em Avaí 2x1 Metropolitano (02.02)
Gol mais tardio: Júnior Dutra (35min do segundo tempo), em Atlético Tubarão 0x2 Avaí (05.02)

MINUTOS DOS GOLS SOFRIDOS

0min a 15min do primeiro tempo:0
16min a 30min do primeiro tempo:1
31min até fim do primeiro tempo: 1
0min a 15min do segundo tempo: 0
16min a 30min do segundo tempo: 0
31min até fim do segundo tempo: 2
Gol mais rápido: 21min do primeiro tempo (Paraná 2x0 Avaí, 25.01)
Gol mais tardio: 44min do segundo tempo (Avaí 0x1 Londrina, 31.01)

COMO MARCA OS GOLS

Cabeça: 3
Pé esquerdo: 2
Dentro da pequena área: 3
Dentro da área: 2





terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Precisamos falar sobre o Rômulo

Renan, Betão, Marquinhos e Claudinei Oliveira foram amplamente citados como "pilares" da arrancada do Avaí rumo ao acesso à Série A na reta final da Série B do ano passado. No entanto, um jogador talvez tão importante quanto passou despercebido, como sói ocorrer com jogadores recém-saídos das categorias de base avaianas. Falamos sobre Rômulo.

Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C
O atacante de 21 anos foi o artilheiro do Avaí no passado, com 15 gols no total, dos quais 12 na Série B (quarto artilheiro da competição) e sete a partir da 20ª rodada, quando começou a arrancada avaiana. Aliás, participou diretamente de oito gols (marcou sete e deu passe para um), mesmo número de Marquinhos (três gols e cinco passes), na sequência que culminou com o acesso à Série A.

Rômulo disputou 31 partidas na Série B, das quais 26 como titular. De acordo com o site O Gol, esteve em campo por 2.351 minutos na competição. Ou seja, sua média foi de um gol a cada 195min55s, melhor que as de Nenê, do Vasco (um gol a cada 214min) e Felipe Garcia, do Brasil de Pelotas (um gol a cada 241min09s) e só pior que a de Bill (um gol a cada 170min56s) dentre os quatro principais artilheiros da Série B.

Em 2017, Rômulo ainda não marcou, mas com duas assistências, é o líder do Avaí nesse quesito no ano.

Ainda um jogador em desenvolvimento, Rômulo é prata-da-casa, vive sua melhor fase e tem contribuído para a produção ofensiva do time. Ainda assim, ainda é contestado, questionado e está sempre a ponto de perder sua vaga para alguém que veio de fora. Não é fácil ser "garoto da base" no Avaí...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Avaí não vencia os três primeiros jogos do Catarinense desde 1999

Não é nada, não é nada, já é alguma coisa pra quem brigou para não ser rebaixado nos últimos três estaduais: ganhar as três primeiras partidas, algo que o Avaí não conseguia desde 1999. No Campeonato Catarinense daquele ano, ainda antes do bug do milênio, o Leão bateu, em sequência, Brusque (2 a 0), Tubarão (1 a 0) e Atlético Alto Vale (3 a 1) nas três primeiras rodadas.

Na verdade, o Avaí chegou a vencer até a quarta partida daquele campeonato (4 a 1 contra o Botafogo de Xaxim), antes de empatar por 1 a 1 contra o Figueirense no quinto confronto.

Lance de Avaí 4x1 Botafogo de Xaxim em 1999. (Foto: A Notícia)

O gráfico abaixo traz a pontuação do Avaí ano a ano nas três primeiras partidas do estadual entre 1999 e 2017.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

Vítor é o único presente em todos os jogos

Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C.
Ainda pouco conhecido da maioria dos torcedores do Avaí, o jovem atacante Vítor é, passados quatro jogos da temporada 2017, o único jogador a participar de todas as partidas.

Vítor, 19 anos, foi titular na partida contra o Londrina e reserva nos três demais jogos. Este em campo, no total, por 133 minutos (33min15s por partida, em média). Ainda não fez gol ou deu passe para gol.

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Marquinhos não perde há 15 jogos

O meia Marquinhos atingiu na quinta-feira contra o Metropolitano a marca de 15 jogos seguidos sem derrota pelo Avaí. Nessas partidas, o time teve 12 vitórias e três empates, um aproveitamento impressionante de 86,67% dos pontos. Foram 10 jogos na Ressacada e cinco fora de casa.

Foto: Jamira Furlani/Avaí F.C.
Depois de realizar cirurgia no joelho no final de 2015, Marquinhos ficou cerca de nove meses longe dos gramados. Retornou em agosto passado, entrando no segundo tempo de uma derrota do Avaí por 3 a 0 para o Bahia na Ressacada. De lá para cá, disputou 15 partidas, todas como titular, e não perdeu mais.

Marquinhos contribuiu nesses jogos com três gols e cinco assistências (passes para gol), participando diretamente de 36,36% dos gols feitos pelo Avaí.

Uma curiosidade adicional é que, com Marquinhos em campo, o Avaí teve uma sequência de 11 partidas sem sofrer gols na Série B do ano passado (jogos 2 a 12 da lista no final do texto).

E sem ele?

Desde a volta de Marquinhos, naquele jogo contra o Bahia, o Avaí disputou sete partidas sem o meia (seis delas fora de casa), com três vitórias, um empate e três derrotas. Aproveitamento de 47,62% dos pontos.

A sequência invicta de Marquinhos

1- Avaí 2x1 Luverdense (uma assistência)
2- Ceará 0x0 Avaí
3- Avaí 3x0 Criciúma (uma assistência)
4- Avaí 2x0 Bragantino (duas assistências)
5- Joinville 0x1 Avaí
6- Avaí 2x0 Paysandu (um gol e uma assistência)
7- Avaí 2x0 Goiás
8- Avaí 1x0 Tupi
9- Vasco 0x0 Avaí
10- Avaí 1x0 Paraná
11- Avaí 3x0 Náutico (dois gols)
12- Londrina 0x1 Avaí
13- Avaí 1x1 Brasil de Pelotas
14- Criciúma 0x1 Avaí
15- Avaí 2x1 Metropolitano